sexta-feira, 23 de julho de 2010

Aprenda a Fazer Horta com Garrafa PET

Montando Sementeiras ecológicas

O que fazer com jornais, revistas, cadernos, papelão, caixas de leite e de suco que estão usados? Infelizmente, ainda há pessoas que veem a lata de lixo como destino desses materiais. No entanto, vem crescendo no país a consciência de que a reciclagem é uma boa alternativa. O papel reciclado é hoje matéria-prima para a fabricação de inúmeros produtos, como agendas, notas fiscais, embalagens e livros.

Segundo o engenheiro agrônomo Jean Mark Fonseca, da Emater do Distrito Federal, o papel é mais barato e ecológico. "Enquanto o plástico demora 450 anos para se decompor na natureza, o papel leva apenas seis meses."


Material

• Caixas de suco ou de leite de papelão
• Tesoura ou estilete
• Pedaços de jornal de 20 x 20 cm de altura. O tamanho pode variar
FONTE: EduardoBlog, Iapar, Globo Rural.

Conheça o Forno de latão

Com dois tambores, produtor paulista cria equipamento simples, capaz de assar bolos e pães em qualquer lugar e a toda hora.
O produtor Alexsandro de Oliveira Cantoara, da cidade de Vera Cruz, SP, é um inventor tarimbado. Em 2007, competiu com outros 36 inventos no Concurso do Inventor Rural, durante a Agrifam - Feira da Agricultura Familiar, e levou o primeiro lugar com um pasteurizador de leite.

Dois anos depois, Alex e sua esposa, Edmara, inscreveram um forno de latão que agradou não só aos juízes, mas também ao público presente no evento. A invenção ficou em terceiro lugar na categoria agricultores. A premiação teve patrocínio do Ministério de Minas e Energia.

A ideia partiu da cabeça do produtor, que encontrou uma oportunidade de aumentar a renda da família. No sítio de quatro alqueires, o casal e mais dois filhos produzem hortaliças e leite, mas, com os baixos preços dos produtos, eles resolveram dar uma reforçada no orçamento fabricando pães, bolos, biscoitos de polvilho e bolachas de sal. "Já tínhamos um forno de alvenaria, mas queríamos um que fosse fácil de transportar. Daí que surgiu o forno com rodinhas", conta Edmara.

A princípio, a dificuldade maior foi encontrar os materiais, mas, depois de garimpar em ferros-velhos, foram apenas dois dias e cerca de 250 reais para que o forno estivesse funcionando e rodando. "Pedimos ajuda ao nosso amigo Luis Motim para montar a estrutura", conta Edmara, lembrando que o compadre também ajudou na construção do pasteurizador, vencedor dois anos atrás.

Material
• 2 tambores de 200 litros cada
• 1 chapa de ferro de 88 x 80 cm e 12 mm de espessura
• 2 chapas de ferro de 2,35 m comprimento e 16 mm de espessura cada
• 1 coluna de ferro de 50 cm de comprimento por 40 cm de diâmetro
• 2 pedaços de tubo de metalon retangular de 88 x 6 cm cada
• 2 pedaços de tubo de metalon retangular de 80 x 6 cm cada
• 4 pedaços de tubo de metalon cilíndrico de 30 cm comprimento cada
• 8 pedaços de vergalhão de 15 cm de comprimento cada
• 4 rodinhas de skate ou carrinho de rolimã com suporte
• 4 cantoneiras de 85 cm de comprimento cada
• 2 dobradiças médias
• parafusos e porcas

Mais informações: Sítio Jerusalém, Bairro Terra Boa, Vera Cruz, SP. CEP: 17560-000. Tel. (14) 9738-3139 - email: hiratatazinha@hotmail.com
FONTE: Revista Globo Rural

terça-feira, 20 de julho de 2010

Conheça a Técnica de Fitorremediação

Hoje em dia, cada vez mais corremos o risco de caminhar sobre solo contaminado ou ter contacto com água que é tudo menos pura.E o que poderemos fazer para mudar o presente, e construir um futuro mais eco? Fitorremediação: esta foi uma das soluções encontradas. Este processo envolve a descontaminação de águas e solos, através de plantas que extraem metais pesados. Estes, se não forem em demasia, não causam a morte a estas nossas bem-feitoras
Alyssum murale1.jpg
A técnica da fitorremediação consiste no uso de plantas para ajudar a diminuir a poluição de solos, águas e até mesmo do ar. A biodiversidade das plantas permite um amplo espectro de ação sobre uma grande variedade de contaminante.
A Fitorremediação apresenta características tais como, degradação da matéria orgânica, redução de DBO, DQO,odor proveniente do H2S, redução do teor de hidrocarbonetos, solventes, produtos clorados, amônia e metais pesados. O sistema é dimensionado de acordo com a condições encontradas como, área disponível, grau de contaminação, fonte de poluição, etc. Seu mecanismo de ação é baseado na combinação de plantas e substratos (areia, solo ou cascalho) onde, de forma natural e sob condições ambientais adequadas, ocorre a formação de biofilme, que agregam uma população variada de microrganismos. Estes microrganismos juntamente com as plantas, com os substratos e em condições idéias de umidade e temperatura promovem a extração ou correção natural do poluente♣


Sob o termo geral fitorremediação estão incluídas diferentes técnicas com objetivos específicos:

  • Fitoextração: Uso de plantas para remoção de metais dos solos mediante absorção pelas raízes, transporte e concentração na biomassa da parte aérea;
  • Fitoestabilização: Uso de plantas para minimizar a mobilidade de metais em solos contaminados mediante a acumulação nas raízes ou precipitação na rizosfera;
  • Fitovolatilização: Baseado na capacidade de plantas para volatilizar metais do solo, aplicável, por exemplo, a Se e Hg.