sexta-feira, 23 de julho de 2010

Conheça o Forno de latão

Com dois tambores, produtor paulista cria equipamento simples, capaz de assar bolos e pães em qualquer lugar e a toda hora.
O produtor Alexsandro de Oliveira Cantoara, da cidade de Vera Cruz, SP, é um inventor tarimbado. Em 2007, competiu com outros 36 inventos no Concurso do Inventor Rural, durante a Agrifam - Feira da Agricultura Familiar, e levou o primeiro lugar com um pasteurizador de leite.

Dois anos depois, Alex e sua esposa, Edmara, inscreveram um forno de latão que agradou não só aos juízes, mas também ao público presente no evento. A invenção ficou em terceiro lugar na categoria agricultores. A premiação teve patrocínio do Ministério de Minas e Energia.

A ideia partiu da cabeça do produtor, que encontrou uma oportunidade de aumentar a renda da família. No sítio de quatro alqueires, o casal e mais dois filhos produzem hortaliças e leite, mas, com os baixos preços dos produtos, eles resolveram dar uma reforçada no orçamento fabricando pães, bolos, biscoitos de polvilho e bolachas de sal. "Já tínhamos um forno de alvenaria, mas queríamos um que fosse fácil de transportar. Daí que surgiu o forno com rodinhas", conta Edmara.

A princípio, a dificuldade maior foi encontrar os materiais, mas, depois de garimpar em ferros-velhos, foram apenas dois dias e cerca de 250 reais para que o forno estivesse funcionando e rodando. "Pedimos ajuda ao nosso amigo Luis Motim para montar a estrutura", conta Edmara, lembrando que o compadre também ajudou na construção do pasteurizador, vencedor dois anos atrás.

Material
• 2 tambores de 200 litros cada
• 1 chapa de ferro de 88 x 80 cm e 12 mm de espessura
• 2 chapas de ferro de 2,35 m comprimento e 16 mm de espessura cada
• 1 coluna de ferro de 50 cm de comprimento por 40 cm de diâmetro
• 2 pedaços de tubo de metalon retangular de 88 x 6 cm cada
• 2 pedaços de tubo de metalon retangular de 80 x 6 cm cada
• 4 pedaços de tubo de metalon cilíndrico de 30 cm comprimento cada
• 8 pedaços de vergalhão de 15 cm de comprimento cada
• 4 rodinhas de skate ou carrinho de rolimã com suporte
• 4 cantoneiras de 85 cm de comprimento cada
• 2 dobradiças médias
• parafusos e porcas

Mais informações: Sítio Jerusalém, Bairro Terra Boa, Vera Cruz, SP. CEP: 17560-000. Tel. (14) 9738-3139 - email: hiratatazinha@hotmail.com
FONTE: Revista Globo Rural

terça-feira, 20 de julho de 2010

Conheça a Técnica de Fitorremediação

Hoje em dia, cada vez mais corremos o risco de caminhar sobre solo contaminado ou ter contacto com água que é tudo menos pura.E o que poderemos fazer para mudar o presente, e construir um futuro mais eco? Fitorremediação: esta foi uma das soluções encontradas. Este processo envolve a descontaminação de águas e solos, através de plantas que extraem metais pesados. Estes, se não forem em demasia, não causam a morte a estas nossas bem-feitoras
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A técnica da fitorremediação consiste no uso de plantas para ajudar a diminuir a poluição de solos, águas e até mesmo do ar. A biodiversidade das plantas permite um amplo espectro de ação sobre uma grande variedade de contaminante.
A Fitorremediação apresenta características tais como, degradação da matéria orgânica, redução de DBO, DQO,odor proveniente do H2S, redução do teor de hidrocarbonetos, solventes, produtos clorados, amônia e metais pesados. O sistema é dimensionado de acordo com a condições encontradas como, área disponível, grau de contaminação, fonte de poluição, etc. Seu mecanismo de ação é baseado na combinação de plantas e substratos (areia, solo ou cascalho) onde, de forma natural e sob condições ambientais adequadas, ocorre a formação de biofilme, que agregam uma população variada de microrganismos. Estes microrganismos juntamente com as plantas, com os substratos e em condições idéias de umidade e temperatura promovem a extração ou correção natural do poluente♣


Sob o termo geral fitorremediação estão incluídas diferentes técnicas com objetivos específicos:

  • Fitoextração: Uso de plantas para remoção de metais dos solos mediante absorção pelas raízes, transporte e concentração na biomassa da parte aérea;
  • Fitoestabilização: Uso de plantas para minimizar a mobilidade de metais em solos contaminados mediante a acumulação nas raízes ou precipitação na rizosfera;
  • Fitovolatilização: Baseado na capacidade de plantas para volatilizar metais do solo, aplicável, por exemplo, a Se e Hg.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Carneiro Hidráulico: Aprenda a montar

O carneiro hidráulico é um dispositivo prático, sustentável, barato, usado para bombear água. Apresenta um manejo simples e exige pouca manutenção. Para funcionar, o carneiro hidráulico não necessita de energia elétrica ou combustível.

O carneiro hidráulico é um equipamento muito simples que pode ser encontrado na versão industrializada ou pode ser construído com materiais facilmente encontrados no comércio. Confira passo a passo como montar um protótipo (Experimento):

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Materiais
• 1 garrafa PET (A) de dois litros com tampa;
• 1 bucha de redução de uma polegada por 3/4 de polegada (B);
• 1 Tê de PVC branco (C), com rosca de uma polegada;
• 1 bucha de redução de PVC branco (D), com rosca de uma polegada por 3/4 de polegada;
• 1 adaptador para mangueira (E), de 3/4 de polegada;
• 1 niple de PVC branco (F), de uma polegada;
• 1 bucha de redução de PVC branco (G), com rosca de duas polegadas por uma polegada;
• 1 válvula de retenção vertical (H), de duas polegadas;
• 2 niples galvanizados (I e J), de duas polegadas ;
• 1 tê galvanizado (K), de duas polegadas;
• 1 válvula de poço ou de impulso (L);
• 1 parafuso 5/16 ou M8 com três porcas e uma arruela (M);
• 1 mola do acionador de válvula de descarga para vasos sanitários (N);
• 1 cano de aço de duas polegadas de diâmetro (O). O comprimento varia de acordo com a altura da queda d'água e do desnível ao qual a água será bombeada até o reservatório;
• 1 cano de aço de 3/4 de polegada de diâmetro (P). O comprimento deve ser dez vezes maior que o tamanho do tubo do item anterior;
• 10 centímetros quadrados de tela de sombreamento;
• arame;
• cola para PVC.


Como fazer
1) Faça um furo de 15 milímetros de diâmetro na tampa da garrafa (A). Fixe nela a bucha de redução de uma polegada por 3/4 de polegada (B), com a cola para PVC. Em seguida, rosqueie o tê de uma polegada (C) que, em uma de suas saídas, irá receber a bucha de PVC branco de uma polegada (D). Encaixe nesta peça o adaptador para mangueira (E) e o cano de aço de 3/4 de polegada (P), nesta ordem. Na outra ponta do tê coloque o niple de uma polegada (F).

2) Rosqueie o niple à bucha de redução de duas polegadas (G). Fixe nesta peça a válvula de retenção vertical (H) e um niple galvanizado de duas polegadas (I).

3) Encaixe no niple o tê galvanizado (K). Em uma de suas saídas, coloque o cano de aço de duas polegadas de diâmetro (O). Este tubo de alimentação deverá ser instalado 30 centímetros abaixo do nível da água para evitar a sucção de ar e com desnível mínimo de 1,5 metro para que a água seja conduzida até o carneiro. Para impedir que o cano entupa, coloque o pedaço de tela de sombreamento na entrada e amarre com arame.

4) Fixe na outra saída do tê o outro niple galvanizado (J) e a válvula de poço ou de impulso (L). Para que o tampão desta válvula impulsione a água, faça um furo na base do crivo (que acompanha a válvula) para encaixar o parafuso 5/16 ou M8 (M). Rosqueie uma das porcas até a posição intermediária do parafuso. Rosqueie o parafuso até que a porca encoste-se ao fundo do crivo. Entre duas porcas, prenda a arruela na ponta livre do parafuso. Ao recolocar o crivo na válvula, insira a mola (N) entre a arruela e o tampão da válvula.

5) Para calcular o comprimento do cano de aço que recebe a água da fonte (O), utilize esta fórmula.

Onde LQ é o comprimento do cano de alimentação, H é a altura que água percorre até o reservatório e h é a altura de queda da água da fonte até o carneiro. Supondo que o h seja de 2,5 metros e o H de 15 metros, tem-se:

6) Para calcular o tamanho do cano de aço que leva a água até o reservatório (P) basta multiplicar por dez o comprimento do tubo de alimentação LQ. Pegando o exemplo acima, o valor seria 168 metros.


Postado por: Eduardo Alves. Demais informações a seguir.

Informações:
Centro Nacional Referência em Pequenos Aproveitamentos Hidroenergéticos - Av. BPS, 1303. C.P. 50-Itajubá/MG, CEP 37500-000 Tel. (35) 3629-1157, www.cerpch.unifei.edu.br

A aplicação do Gesso no Solo.

A maioria dos solos sob vegetação do Cerrado apresenta baixos teores de cálcio associado ou não à toxidez de alumínio, ocorrendo não apenas na camada arável, mas principalmente abaixo desta, o que tem limitado o crescimento das raízes e comprometido a produção das lavouras.

A aplicação do Gesso Agrícola como condicionador de solo, reduz a saturação de alumínio e aumenta a quantidade de cálcio e enxofre em subsuperfície (camada abaixo dos 20 cm de profundidade), melhorando o ambiente do solo e propiciando o desenvolvimento das raízes em camadas mais profundas. Isto faz com que as raízes tenham acesso a maior volume de água e nutrientes, e conseqüentemente maior produtividade.

A resposta do Gesso Agrícola como melhorador do ambiente radicular em profundidade tem sido observada já no primeiro ano de aplicação, tanto em culturas anuais, como em culturas perenes.

Benefícios do Gesso Agrícola para o solo:

  • Fonte de cálcio e enxofre;
  • Condicionador de solo;
  • Neutraliza o alumínio tóxico;
  • Melhora o ambiente radicular e promove o desenvolvimento das raízes em profundidade;
  • Promove maior acesso ao volume de água e nutrientes;
  • Aumenta a resistência a seca;
  • Aumenta a resistência a doenças e pragas.
  • Aumenta a produtividade.


COMPOSIÇÃO QUÍMICA
Gesso Agrícola "in natura" - CaSO4.2H2O
Gesso Agrícola
Garantias
Cálcio (Ca)
17%
Enxofre (S)
14%

Aplicação de Gesso Agrícola como condicionador de solo

RECOMENDAÇÃO DO GESSO AGRÍCOLA EM
FUNÇÃO DA CLASSIFICAÇÃO TEXTURAL DO SOLO
TEXTURA DO SOLO
DOSE DE GESSO AGRÍCOLA
Culturas anuais
Culturas perenes
_____________ Kg/ha _____________
ARENOSO
700
1050
MÉDIA
1200
1800
ARGILOSA
2200
3300
MUITO ARGILOSA
3200
4800

Distribuição relativa de raízes no perfil do solo
fonte: EduardoBlog e EMBRAPA Cerrados;

Em breve eu e amigos do IFTO campus de Palmas iniciaremos pesquisas simples substituindo o Gesso Agrícola pelo o Gesso comum (Domiciliar, forragem) para verificarmos mais resultados sobre esse método pratico e simples e de facil acesso a todos ate porque devemos preocupar com a preservação da natureza dando um novo destino ao que antes iria direto para o aterro de lixo.